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Software da UFAM apoia ecossistema de inovação da Amazônia em processos de propriedade intelectual

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Por Nayara Campos

O Sistema de Identificação e Proteção de Propriedade Intelectual (SIPPI), desenvolvido pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), nasceu para atender a uma demanda concreta de pesquisadores, empreendedores e organizações da região: compreender, de forma simples e acessível, se uma tecnologia deve ser protegida e qual modalidade de propriedade intelectual (PI) é a mais adequada em cada caso. Criado por alunos do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT/UFAM), o software venceu o Prêmio FORTEC na categoria Programa de Computador (Software), concorrendo pela região Norte do Brasil.

A premiação reconhece o potencial transformador de uma solução criada na própria Amazônia para atender desafios amazônicos, um exemplo poderoso de inovação orientada ao território. Desenvolvido a partir de uma demanda real e disponibilizado à sociedade, o software atende aos requisitos centrais da premiação ao integrar universidade, NIT e setor produtivo em um processo de inovação aplicado, com resultados práticos para o ecossistema amazônico.

Segundo Célia Regina Simonetti Barbalho, professora da PROFNIT e coordenadora da iniciativa, a criação do software foi motivada por uma demanda do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), que buscava uma forma mais ágil e estruturada de orientar projetos desenvolvidos com comunidades amazônicas sobre questões de propriedade intelectual. “Quando um projeto para atender a uma comunidade é desenvolvido, o que deve ser protegido e como? A resposta a essa pergunta gerou o SIPPI”, explica Barbalho.

A docente destaca que o software funciona por meio de um quiz interativo que conduz o usuário passo a passo, ajudando a identificar se há necessidade de proteção intelectual e qual o tipo aplicável. Aberto e gratuito, o SIPPI foi desenhado para atender públicos diversos, como inventores, startups, pesquisadores e comunidades tradicionais. Para Barbalho, “a solução desponta como uma importante ferramenta para auxiliar toda a sociedade, para identificar uma PI e como protegê-la”.

O funcionamento do software foi estruturado para tornar o processo claro e acessível. Ao iniciar o quiz, o usuário responde a perguntas que direcionam o diagnóstico conforme as características da criação. O sistema aborda aspectos essenciais da proteção intelectual, como patenteabilidade, originalidade e aplicabilidade industrial.

Impactos da solução

A ONG Idesam, referência em negócios de impacto na Amazônia, incorporou o SIPPI como ferramenta de orientação para empreendedores acompanhados pela instituição. Segundo Paulo Alexandre Simonetti, líder de Inovação Aberta e ESG, o software trouxe agilidade ao trabalho da equipe. “Constantemente temos de apoiar empreendedores e startups para proteger seus respectivos conhecimentos. Nossa equipe tinha que sempre analisar e orientar. A partir do aplicativo desenvolvido pela UFAM temos como fazer essa orientação de forma mais rápida e precisa.” 

Ao integrar o sistema ao site da organização, o Idesam ampliou o acesso de usuários a informações de propriedade intelectual, superando um gargalo comum no desenvolvimento de negócios bioeconômicos. “Poder contar com essa solução para acelerar nosso trabalho, e também poder disponibilizá-la em nosso site, fortalece o processo de inovação não somente na nossa atuação, mas de todo o ecossistema ao qual estamos conectados”. Simonetti ressalta ainda que o processo colaborativo com a UFAM gerou ao Idesam novas perspectivas de cooperação entre universidades e organizações amazônicas.

Proteção intelectual e continuidade da tecnologia

A proteção da tecnologia contou com o suporte da Pró-Reitoria de Inovação Tecnológica (PROTEC), responsável pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da UFAM. Socorro Lima, servidora da equipe técnica da PROTEC, explica que o NIT atuou desde o registro do software até o licenciamento para o Idesam, firmado em caráter não financeiro e sem exclusividade. Elaborado pela PROTEC, o instrumento de licenciamento permitiu a ampla disponibilização da tecnologia, hoje acessível no site do grupo de pesquisa GICA, da UFAM, e no portal do Idesam.

Segundo Lima, esta foi também a primeira transferência de tecnologia não onerosa realizada pela UFAM para uma instituição sem fins lucrativos, em caráter não exclusivo, um marco na atuação da PROTEC e no histórico institucional de transferência tecnológica da universidade.

Para a profissional, o projeto exemplifica o papel da universidade na transferência de tecnologia. “A PROTEC tem interagido com empresas e contribuído no processo de difusão da cultura de inovação. Essa aproximação com a sociedade contribui para a formação qualificada de recursos humanos em áreas estratégicas, impulsionando a competitividade e o avanço tecnológico em prol do desenvolvimento regional e do país”.

Além dos impactos práticos, Barbalho destaca que o SIPPI fortaleceu a formação dos mestrandos envolvidos e ampliou a conexão entre universidade, NIT e setor produtivo. A docente observa também que a conquista do Prêmio FORTEC evidencia a relevância dessa articulação, principalmente em um território marcado por saberes tradicionais e desafios específicos de proteção. “[O prêmio representa] o reconhecimento de um trabalho muito alinhado com perspectiva de formação de pessoas para atuarem no âmbito da proteção dos direitos de propriedade intelectual sobretudo em uma região sui generis como a Amazônia”, conta.

Criado a partir de uma necessidade real e desenvolvido em um ambiente de formação, o SIPPI se consolida como uma ferramenta estratégica para apoiar empreendedores, pesquisadores e comunidades na tomada de decisões sobre proteção intelectual. Ao democratizar o acesso à informação e aproximar universidade e sociedade, a solução contribui para ampliar a segurança jurídica, fortalecer a bioeconomia e impulsionar o ecossistema de inovação na Amazônia, com potencial para orientar, em escala nacional, iniciativas que buscam transformar conhecimento em desenvolvimento sustentável.

Software de titularidade da UFSM é referência em gestão universitária no Brasil

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O Sistema de Informações para o Ensino (SIE), de titularidade da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), tem sido a solução de um problema recorrente em instituições públicas de ensino superior: a falta de sistemas integrados capazes de atender, de forma consistente, rotinas acadêmicas, administrativas e financeiras.

Criado em 2001 por servidores do Centro de Processamento de Dados da UFSM, com recursos próprios da universidade, o software consolidou-se como um ERP completo para universidades, foi implantado em dez instituições federais e venceu o Prêmio FORTEC na modalidade “Programa de Computador (Software)”, concorrendo pela região sul do Brasil.

Aldiocir Dalla Vecchia, engenheiro e servidor aposentado da UFSM, foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento do sistema, junto com Fernando Bordin da Rocha, também aposentado. O profissional explica que o ponto de partida para a criação do SIE foi a necessidade de superar limitações operacionais e tecnológicas enfrentadas pelas universidades.

Segundo Dalla Vecchia, “por longos anos, as universidades públicas enfrentaram limitações decorrentes de sistemas de informação ineficazes, agravadas pela dificuldade de contratação e manutenção de especialistas em informática”. O contexto levou a UFSM a estruturar uma equipe técnica dedicada ao desenvolvimento de sistemas voltados às rotinas universitárias, com infraestrutura institucional e um modelo de sustentação baseado em implantações externas.

Impactos da solução

Ao adotar banco de dados integrado e normalizado, o SIE eliminou redundâncias e possibilitou consistência de informações, automação de processos e participação direta das unidades responsáveis por cada área. Dalla Vecchia destaca que, na época da criação, “essa tecnologia representava o que havia de mais avançado”. A flexibilidade permitiu que o sistema evoluísse para contemplar desde módulos acadêmicos até gestão patrimonial, financeira, de frota, de recursos humanos e, em alguns casos, automação hospitalar.

À medida que outras instituições passaram a buscar soluções integradas compatíveis com as demandas de gestão do setor público, a disseminação do software pelo país ocorreu de forma natural. Atualmente, o SIE está implementado em universidades e institutos federais, como Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Universidade Federal do Tocantins (UFT), Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Universidade Federal do Acre (UFAC), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), o Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) e a própria UFSM.

Letícia Cruz, professora e chefe do Núcleo de Propriedade Intelectual, vinculado à Coordenadoria de Transferência de Tecnologia e Propriedade Intelectual da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (PROINOVA) da UFSM, chama atenção para o retorno econômico gerado à UFSM por meio do licenciamento firmado com a empresa AVMB – Consultoria e Assessoria em Informática Ltda, da qual Aldiocir Dalla Vecchia é diretor. De acordo com Cruz, “a UFSM já recebeu, entre 2015 e 2025, mais de R$ 1,78 milhão em royalties. Somente no período de 2020 a 2025, foram arrecadados cerca de R$ 1,07 milhão”.

Proteção intelectual, continuidade da tecnologia e impactos gerados

Segundo a professora, para levar o SIE para a comunidade, “o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) desempenhou papel estratégico na proteção, gestão e transferência da tecnologia”, incluindo o registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a negociação dos contratos de licenciamento com a AVMB, responsável pela manutenção corretiva, evolutiva e legal do sistema
Neste contexto, o NIT da UFSM atuou para garantir a exploração da tecnologia sem perda de titularidade e para consolidar a cultura de propriedade intelectual dentro da universidade. Além disso, o apoio jurídico e administrativo contribuiu para que o SIE se mantivesse ativo ao longo dos anos e continuasse sendo atualizado conforme as exigências legais e tecnológicas.

A trajetória do software também gerou impacto local ao contribuir para o surgimento de outras iniciativas tecnológicas. Dalla Vecchia ressalta que “o SIE representou o ponto de partida para sistemas de grande porte na região, resultando na retenção de talentos locais, avanços tecnológicos e incentivo ao surgimento de empresas startups”.

Ampliando o ecossistema de impacto, Cruz observa que o software demonstra como a articulação entre servidores técnicos, NIT e parceiros externos pode resultar em soluções consolidadas e de longa permanência no ecossistema público. “Quando a pesquisa acadêmica se transforma em produtos, processos ou serviços que chegam à população, ela impulsiona cadeias produtivas, fortalece a competitividade regional e nacional e contribui para o desenvolvimento sustentável”.
Neste cenário, a professora acredita que “iniciativas como a proteção da propriedade intelectual, a transferência de tecnologia e o apoio a startups e empresas nascentes são fundamentais para ampliar esse impacto e consolidar a universidade como agente de transformação econômica e social”.

Para Cruz, o reconhecimento nacional obtido pelo sistema no Prêmio FORTEC fortalece o posicionamento da UFSM no campo da inovação e propriedade intelectual, e evidencia o papel da universidade na geração de soluções tecnológicas de impacto. “Essa conquista evidencia a criatividade, o comprometimento e o esforço coletivo dos servidores envolvidos no desenvolvimento e na gestão do SIE, reforçando a capacidade da UFSM de gerar soluções tecnológicas de alto impacto”, destaca.

A vitória do prêmio também é vista pela professora como um destaque para a atuação do NIT, uma vez que “reafirma o papel estratégico da PROINOVA na promoção da cultura de proteção, valorização e transferência do conhecimento produzido na instituição”.

Com mais de duas décadas de operação, o software é um caso representativo de solução criada dentro de uma universidade pública, transferida ao mercado e mantida em contínua evolução, articulando eficiência administrativa, padronização e sustentabilidade econômica para instituições brasileiras de ensino superior.

Missão Internacional FORTEC 2026 fortalece articulação institucional e posiciona o Brasil no debate global sobre inovação

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Entre os dias 7 e 14 de fevereiro de 2026, o FORTEC realizou sua Missão Internacional em Seattle (EUA), reunindo uma delegação brasileira composta por lideranças de universidades, Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), instituições estratégicas e ambientes de inovação de diferentes regiões do país.

A iniciativa integra a agenda institucional do Fórum e reafirma seu papel como articulador nacional da gestão da inovação e da transferência de tecnologia no Brasil.

Mais do que uma programação internacional, a Missão foi estruturada como instrumento estratégico de cooperação, internacionalização e fortalecimento sistêmico do ecossistema brasileiro.

Cooperação institucional e conexões estruturantes

Ao longo da semana, a delegação participou do AUTM Annual Meeting 2026 e realizou visitas técnicas a instituições como o Allen Institute e a Amazon.

Segundo a presidente do FORTEC, Ana Lúcia Vitale Torkomian, a Missão proporcionou resultados concretos:

“A Missão proporcionou não apenas oportunidades reais de cooperação com as instituições visitadas, mas também fortaleceu a integração entre os próprios participantes da delegação, ampliando redes e criando possibilidades de colaboração futuras.”

A presença, pela segunda vez, de uma delegação organizada do Brasil no encontro da AUTM também representa avanço institucional relevante.

“Estar no Encontro da AUTM, pela segunda vez com uma delegação estruturada do Brasil, amplia nossa visibilidade internacional e reforça a consideração do país como parceiro viável para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.”

Visitas técnicas e benchmarking internacional

A programação incluiu agendas técnicas em instituições de referência:

  • CoMotion (University of Washington), com foco em empreendedorismo acadêmico e comercialização de tecnologias;
  • Seattle University, com diálogo sobre governança e relacionamento com stakeholders;
  • Allen Institute, com aprofundamento na gestão de portfólio científico e ciência aberta;
  • Amazon Corporate Headquarters, com reflexões sobre cultura organizacional e inovação em escala global.

Essas experiências permitiram à delegação observar modelos consolidados de gestão da inovação e discutir estratégias adaptáveis à realidade brasileira.

Impacto para capacitação e políticas públicas

A Missão também contribui diretamente para a agenda de capacitação do FORTEC e para sua atuação no debate nacional sobre políticas públicas de inovação.

Como destaca a presidente:

“O conhecimento de boas práticas internacionais contribui para a elaboração de programas de capacitação mais assertivos para nossos NIT e fortalece a capacidade do FORTEC de colaborar na formulação e aprimoramento de políticas públicas brasileiras na área de ciência, tecnologia e inovação.”

Nesse sentido, a Missão se conecta à atuação permanente do Fórum como espaço de articulação técnica e política.

Internacionalização como estratégia permanente

A realização de Missões Internacionais integra uma política institucional contínua do FORTEC, voltada à qualificação técnica, cooperação internacional e fortalecimento da rede nacional de gestores de inovação.

Ao reunir lideranças de diferentes regiões e perfis institucionais, a iniciativa consolida o papel do Fórum como articulador estratégico do sistema brasileiro de transferência de tecnologia.

A Missão Internacional 2026 reafirma o compromisso do FORTEC com:

  • a internacionalização qualificada
  • o fortalecimento dos NIT
  • a cooperação institucional
  • e o posicionamento do Brasil no cenário global de inovação

FORTEC em Rede. Onde a inovação se conecta.

FORTEC lança Relatório de Atividades 2025 e reforça seu papel estratégico no ecossistema de inovação brasileiro

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O FORTEC – Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia lança oficialmente o seu Relatório de Atividades 2025, documento que reúne as principais ações, projetos, iniciativas e resultados desenvolvidos ao longo do último ano.

O relatório apresenta um panorama abrangente da atuação do FORTEC no fortalecimento da gestão da inovação, da propriedade intelectual e da transferência de tecnologia no Brasil, evidenciando o papel da entidade como articuladora de redes, promotora de capacitação e interlocutora qualificada junto a universidades, ICT, órgãos de fomento, empresas e formuladores de políticas públicas.

Ao longo de 2025, o FORTEC ampliou sua presença institucional, promoveu eventos técnicos e científicos, fortaleceu grupos de trabalho temáticos, incentivou a troca de boas práticas entre Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) e avançou em ações de comunicação, formação e integração nacional, contribuindo para um ecossistema de inovação mais conectado, sustentável e estratégico.

Mais do que um registro institucional, o Relatório de Atividades 2025 reafirma o compromisso do FORTEC com a transparência, a governança e a valorização do trabalho coletivo realizado por seus associados, parceiros, conselheiros, diretorias e coordenações regionais.

Convidamos toda a comunidade a conhecer em detalhes as ações desenvolvidas e os caminhos que seguem orientando a atuação do FORTEC em prol da inovação brasileira.

📄 O relatório completo está disponível para download abaixo.

FORTEC envia contribuições institucionais para a ENCTI 2024–2034

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O Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC) encaminhou ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) suas contribuições institucionais para a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – ENCTI 2024–2034, documento que orientará as políticas públicas de CT&I no Brasil ao longo da próxima década.

As contribuições refletem a visão e a experiência dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) e dos gestores de inovação e transferência de tecnologia de todo o país, reunindo propostas, observações e recomendações alinhadas aos desafios estruturais do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), ao fortalecimento da inovação e à promoção do desenvolvimento social, econômico e territorial.

O processo de construção do documento contou com a participação ativa dos associados do FORTEC, cujas contribuições foram sistematizadas sob a coordenação do Conselheiro Gesil Amarante, consolidando uma posição institucional representativa e qualificada do Fórum.

A ENCTI 2024–2034, elaborada a partir das deliberações da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, estabelece eixos estratégicos voltados à expansão e integração do SNCTI, à inovação empresarial e reindustrialização em novas bases tecnológicas, aos projetos estratégicos para a soberania nacional e à CT&I como instrumento de desenvolvimento social.

Com o envio deste documento, o FORTEC reafirma seu compromisso com a construção de políticas públicas de longo prazo para a ciência, tecnologia e inovação, fortalecendo a atuação dos NIT e contribuindo para uma estratégia nacional alinhada às necessidades do ecossistema brasileiro de inovação.

📄 Acesse abaixo o documento com as contribuições enviadas pelo FORTEC à ENCTI 2024–2034.

Aberta a Missão Internacional FORTEC – Seattle 2026: confira regulamento. Inscrições prorrogadas até 19/01

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O Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC) anuncia o lançamento da Missão Internacional FORTEC – Seattle 2026, que será realizada entre 7 e 14 de fevereiro de 2026, nos Estados Unidos.

A iniciativa integra o movimento contínuo do FORTEC de ampliar a atuação internacional dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), fortalecendo competências, ampliando redes estratégicas e conectando o ecossistema brasileiro aos principais ambientes globais de inovação.

Durante a Missão, os participantes terão a oportunidade de:
• Participar do AUTM 2026 Annual Meeting, o maior encontro mundial de gestão da inovação e transferência de tecnologia.
• Vivenciar quatro dias de imersão em sessões técnicas, workshops e atividades de networking internacional.
• Integrar visitas técnicas a instituições de referência em inovação, pesquisa e empreendedorismo na região de Seattle.
• Conectar-se a lideranças globais em propriedade intelectual, licenciamento, comercialização de tecnologias e políticas de inovação.

A Missão é destinada a gestores de NIT, pesquisadores, dirigentes universitários, profissionais de PI e TT, empreendedores de base tecnológica, representantes de empresas inovadoras, formuladores de políticas públicas e instituições interessadas em fortalecer sua atuação internacional.

Inscrições e Regulamento

Inscrições prorrogadas até 19 de janeiro de 2026, por meio do formulário oficial.
O regulamento completo, com detalhes sobre programação, investimento, requisitos e orientações logísticas, pode ser acessado no link abaixo:

👉 Baixar Regulamento da Missão FORTEC Seattle 2026 (PDF)

Compromisso internacional do FORTEC

A realização de Missões Internacionais faz parte da estratégia institucional do FORTEC de promover oportunidades de capacitação global, visibilidade internacional e articulação com instituições de excelência.
Com iniciativas como esta, o FORTEC reafirma seu compromisso em fortalecer a presença do Brasil no cenário internacional da inovação, impulsionando os NIT e ampliando o impacto do nosso ecossistema tecnológico.

MCTI define Olival Freire Junior como novo presidente do CNPq

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, anunciou, nesta sexta (5) o professor Olival Freire Junior como o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ele substitui Ricardo Galvão, que assumiu cadeira na Câmara dos Deputados.

Físico e historiador da ciência de projeção nacional e internacional, Olival ocupava, até então, a Diretoria Científica do CNPq. Anteriormente, foi pró-reito de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) entre 2014 e 2019, onde coordenou o Programa de Internacionalização da instituição.

“O professor Olival reúne todas as qualificações necessárias para a importante missão de liderar o CNPq e engrandecer ainda mais o fomento à pesquisa científica e tecnológica no Brasil.”, enfatiza a ministra Luciana Santos.

Olival agradeceu pela confiança do presidente Lula e da ministra Luciana Santos na seleção do seu nome para ocupar a presidência do CNPQ e reafirmou o compromisso com a gestão em prol da ciência. “Essa indicação expressa um compromisso de continuidade, buscando aprimoramentos, mas dando continuidade a uma gestão que vem sendo desenvolvida desde a eleição do presidente Lula. Vamos à luta, a ciência voltou e deve continuar sendo um fundamento da elaboração das políticas públicas no nosso país”, afirmou o novo presidente do CNPq.

Fonte: Ascom/MCTI

Leia a notícia: https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/mcti-define-olival-freire-junior-como-novo-presidente-do-cnpq

Manifesto do FORTEC em apoio à indicação do Ministro Jorge Messias para STF

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O Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia – FORTEC – manifesta publicamente seu apoio à indicação do Ministro Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, anunciada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

A escolha do Presidente da República reconhece, com acerto, um jurista cuja trajetória reúne sólida formação acadêmica, destacada experiência na advocacia pública e profundo compromisso com o fortalecimento das instituições democráticas e do Estado de Direito. 

O FORTEC ressalta, em particular, a contribuição decisiva de Jorge Messias para o avanço das políticas nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação – CT&I. 

Durante sua atuação no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, desempenhou papel central na construção do Novo Marco Legal de CT&I e na consolidação do Sistema Nacional de CT&I, contribuindo com elevada competência técnica para modernizar instrumentos jurídicos essenciais ao ambiente científico e ao ecossistema de inovação no País. Sua atuação foi marcada pela capacidade de diálogo com a comunidade científica, universidades, gestores públicos e setor produtivo, sempre orientado pela busca de soluções normativas que ampliem a capacidade de inovação do Brasil. 

A indicação do Ministro Jorge Messias ao STF representa o reconhecimento de uma trajetória pública pautada pelo compromisso com o interesse coletivo, pela excelência técnica e pela defesa permanente das instituições que sustentam o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil. 

O FORTEC confia que sua presença na Suprema Corte contribuirá para uma interpretação constitucional sensível aos desafios contemporâneos, especialmente aqueles relacionados ao conhecimento, à inovação, ao desenvolvimento sustentável e à promoção de direitos fundamentais. 

Manifestamos nosso integral apoio à indicação e desejamos ao Ministro Jorge Messias pleno êxito no processo de sabatina e na missão de servir ao país na mais alta instância do Poder Judiciário. 

Ana Lúcia Vitale Torkomian 

Presidente FORTEC — Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia 

Clique na imagem e baixe o Manifesto.

FORTEC presente no International Knowledge & Technology Transfer Leadership Summit 2025

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O FORTEC esteve representado no International Knowledge and Technology Transfer Leadership Summit 2025 — realizado em 17 e 18 de novembro pela AUTM em parceria com a WIPO — por Ana Torkomian, presidente do FORTEC, e Elizabeth Ritter, Conselheira e uma das coordenadoras das ações internacionais da Associação.

O encontro reuniu lideranças globais da área de transferência de tecnologia para debater diretrizes estratégicas que orientam a profissionalização e o fortalecimento dos NIT ao redor do mundo. Entre os temas discutidos:

🔹 Tendências e desafios atuais na gestão de TT
🔹 Construção colaborativa do TT/KT Playbook, que reúne boas práticas globais para novos NIT
🔹 Apresentação e análise do Institutional Capacity Framework (ICF), iniciativa da WIPO
🔹 Resiliência institucional e o papel dos escritórios de TT em tempos de crise
🔹 Trocas entre gestores, especialistas e redes internacionais

A presença de Ana Torkomian e Elizabeth Ritter reforça o compromisso do FORTEC com a internacionalização, a troca de experiências e a aproximação do Brasil às melhores práticas globais em gestão da transferência de tecnologia e inovação.

Aberto prazo para preenchimento da Pesquisa FORTEC de Inovação – ano base 2024

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A Pesquisa FORTEC de Inovação está com o preenchimento aberto até o dia 28 de novembro de 2025. Contamos com a participação de todas as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) para mais um ciclo de coleta de dados fundamentais para fortalecer o ecossistema de inovação no país.
Como anunciado anteriormente, a pesquisa está em fase de integração com o FORMICT/MCTI, e, a partir do próximo ano, teremos um sistema unificado, com um único questionário que contemplará ambas as iniciativas — um avanço importante rumo à padronização e simplificação dos processos de fornecimento de informações pelos NIT.
Enquanto a integração total não é concluída, o processo em 2025 está ocorrendo da seguinte forma:

  1. ICTs que responderam ao FORMICT 2025 (ano-base 2024):
    Receberam entre 12 e 13 de novembro o questionário da Pesquisa FORTEC de Inovação pré-preenchido, com as respostas enviadas ao FORMICT já incorporadas automaticamente.
  2. ICTs que não responderam ao FORMICT 2025:
    Receberam, desde 03 de novembro, o questionário completo, que deve ser preenchido integralmente com as informações referentes ao ano de 2024.

Agradecemos a parceria, o empenho e o compromisso de todos/as na construção conjunta de informações estratégicas da inovação brasileira.