Experiências do México, Estados Unidos, Europa e Brasil em TT e Spin-offs movimentam terceiro dia do Fortec

Profissionais de diferentes ecossistemas mundiais de inovação apresentaram suas experiências em transferência de tecnologia e criação de spin-offs.

Segundo José Luis Solleiro, da Unam, do México os gestores de inovação brasileiros tem buscado um perfeccionismo que não existe em boas práticas em transferência. “Vocês tem uma história de realizações muito importante na área em face de toda a América Latina, é preciso que vocês as capitalizem e as usem”, destacou. Solero ainda provocou os presentes: será que realmente queremos transferir tecnologia e abrir spin-offs? Será que realmente queremos, mas como vamos fazer isso se muitas vezes seguimos pensando que a empresa é algo mal e professor deve ser sinônimo de “pobressor”?

Já Camilo Ansarah, da USC, da Califórnia destacou sua própria experiência de abrir uma empresa. “Participei de um programa e acabei abrindo uma empresa. Tínhamos mentores nos orientando, que nos ajudaram no processo, conseguimos pouco investimento e acabamos fechando Mas depois comecei a transferir tecnologia, e hoje do outro lado, vejo como podemos ajudar os pesquisadores enquanto empreendedores”, afirmou.

Ansarath listou ainda algumas dificuldades que enfrentam os pesquisadores enquanto pesquisadores. “O conflito de interesses, muitos pesquisadores pensam que podem começar sua empresa dentro do laboratório, o que é proibido na nossa Universidade (USC), outra dificuldade é o que a universidade pode oferecer para os pesquisadores que querem empreender, como contato com advogados, a investimentos de fundos para este fim. Outro ponto como negociamos com empresas que tem sócio como pesquisador. Os escritórios devem ter parcerias com incubadoras, que possam prestar auxílio aqueles pesquisadores que queiram empreender.

O pesquisador Marcos Vinícius de Souza, que foi diretor de Inovação do MIDIC, destacou as dificuldades brasileiras no conhecimento em desenvolver negócios. “Mas depois que encontramos este conhecimento, temos dificuldade de em aplica-lo em business dentro das universidades e incubadoras. E mesmo depois de entender, outro problema é o mundo real. Onde os gestores de NIT’s e incubadores vão buscar os investimentos? Precisamos urgentemente de treinamento tanto para os empreendedores, como para gestores de inovação para que possamos profissionalizar esse processo no Brasil”, finalizou.

Alison Campbell destacou que na Irlanda as universidades trabalham em conjunto com as empresas que sempre estão em busca do que a universidade tem a oferecer em termo de negócios. “O conflito de interesses traz esses dilemas e as coisas só ficam ruins quando estão boas”, destacou. Campbell afirmou que é preciso ter uma revisão das políticas de inovação e propriedade intelectual, que não abarcam as spin-off, que são posteriores a elas. “Temos que fazer que todas as universidades tenham uma política que as pessoas achem com facilidade e  que se tomem decisões rápidas em detrimento de comitês com muitas pessoas que dizem “você fez uma coisa ruim”, afirmou. Campbell finalizou. “As pessoas pensam que os pesquisadores que abrem uma empresa  tem que sair da Universidade, não, não queremos isso, porque estes empreendedores é que queremos manter na universidade, então é preciso que as políticas os mantenham para criarmos um ecossistemas virtuoso”, finalizou.

Deixe um comentário